Mi auto, mi casa.

Eu amo meu carro. Ele não tem nada demais. Não tem vidro elétrico, não tem direção hidráulica e muito menos ar-condicionado. Mas eu amo ele. Anda que é o capeta e é minha segunda casa. Quase a primeira, pra falar a verdade.

Dentro do meu carro há de tudo para minha sobrevivência. Blusa pra quando estiver frio, uma troca de roupa, guarda-chuvas, lenço, tênis. Fora o estoque de balinhas. Eu compro balinhas de vendedores de semáforo.

Não, não compro semáforos, compro as balinhas que os vendedores que alí ficam, vendem. Tem Mentos, TicTac, e balinhas sortidas. TicTac de cereja é a mais chupada (ui!), porque desentupe meu nariz fodido de rinitzche.

Tem os artigos esportivos também. Minha chuteira de soçaite e de salão ficam por lá, junto com meião e caneleira. Bola de basquete também se faz presente junto com o par de Rollers. Tem até um par de tênis de corrida!

O som é bacana. Não é pra se ouvir fora do carro, porque, me desculpem os baianos, é baiano. O meu estojo de CDs não é simples. É praticamente uma jukebox. Vai desde Boney M a Roberto Carlos... "Eu seeeeeei ie ieeee... vou correndo ao encontro dela.... coração tá disparado, vou guiando com cuidado, não me arrisco na banguelaaaaa".

Aliás, pensando nesse trecho da música do tio Robert sobre caminhoneiros e se arriscar na banguela. Faz todo sentido! O que não falta é banguela no acostamento pedindo carona. É, melhor não arriscar, Robertão!

Em resumo, meu carro é minha segunda casa. E particularmente, o lugar que eu mais me sinto bem.

Praticamente o táxi do Silas Simplesmente.


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Corinthiano Apostólico Romano, trabalhador do petróleo brasileiro, empreendedor da Santa Querupita Clothing Co., fotógrafo, corredor, mountain biker, Lu Patinadora e apaixonado pela Ilanna.

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