Gastronomia Campinense | Bagdá Café

Barão Geraldo, bairro de Campinas-SP onde fica a UNICAMP, é consequentemente é cheia de hippies sujinhos e fedidinhos com camiseta do Che Guevara. Apesar disso, é um bairro rico em boas opções de restaurantes e barzinhos.

Há algum tempo, na avenida Santa Isabel, foi inaugurada uma esfirraria chamada Bagdá Café. Isso mesmo. Um Habib's mais chique. Eu e a Ana, minha anaconda de estimação que tenho no estômago, pensamos: Hummmmm!!!

Pois fomos provar.

Quesito 1: Cardápio
Milhares de tipos de esfirra, quibes e afins. Não dá pra reclamar do cardápio não. Coisa linda. Eu e Ana ficamos muito felizes.

Quesito 2: Ambiente
O ambiente é 'simprão', mas de bom gosto. Tem até uma parede com desenhos de dunas, camelos e coisas assim, áridas. Maaaaasss... pô, tava tocando MPB! Gente! Cadê o Mohammed cantando? A Jade? O clone? Tem dó, né. Pra escutar MPB eu vou em churrascaria.

Quesito 3: Serviço
Esse vai ser longo. Visualize. Pedi três quibes. Um recheado de cheddar, outro de Catupiry e outro tradicional. OK! Pedi também uma limonada suiça. Chegou a limonada e.. cara, aquilo tinha creme de leite ou alguma coisa de leite parecida. Tava ruim, viu. Depois de um bom tempo, chegaram os quibes. Pedi Catchup e mostarda. A menina vem e me traz molho de pimenta e azeite. Pensei: Não tem os outros condimentos, né? - E guardei pra mim.

Como um, de cheddar. Ok. Como o outro, de catupiry. Ok. Vou comer o outro e... é de qualhada! Pô, quem pediu quibe de qualhada aqui? Chamei a mocinha.

- Viu! Eu pedi um tradicional, esse aqui é de qualhada.
- Ai, desculpa, quer que troca?
- Não, sem problema, só estou avisando pra vocês tomarem mais cuidado.
- Ah, mas todo mundo gosta de qualhada.
- Todo mundo não. Eu não gosto.
- Bom, não posso falar nada, eu não como quibe.

Cara, como assim a própria garçonete afirma que não come o que vende?! Ô amadorismo, viu!

Beleza. Como o de qualhada mesmo, afinal, não estava ruim. Vamos fazer um parêntese aqui e dizer que sim, todos os três quibes estavam muito bons!

- Ei! Eu pedi um quibe de qualhada! Esse aqui não tem recheio! - Gritou a moça da mesa atrás da minha.
Explicado. Trocaram.

Terminei de comer, pedi a conta e... demorou mais que o quibe pra chegar. Acho que entraram no clima e quiseram fazer as contas no papel papiro. Quando fui pagar, dei de cara com um carrinho cheio de catchup e mostarda. Lembram? Que eu pedi lá atrás e não me deram? Pois é, revolta! Dei meu cartão pro senhor que estava no caixa junto com uma outra senhora, aparentemente os donos do bar. Ele coloca meu cartão e já vai passando no débito sem perguntar.

- Viu! Eu quero no crédito.
- Sério mesmo? Não tem como passar no débito não?
- Não, eu quero no crédito.
Entra a mulher na conversa.
- É que a gente não faz no crédito, mas vamos abrir uma exceção.
- Ué, não tem nada dizendo aqui que não aceitam crédito. Quero no crédito.
- É que a gente paga tudo a vista, sabe? Nossos fornecedores, compramos produtos, e tal.
- Ok, mas pode por no crédito mesmo.

Ah, tá! Tá bom, depois de tudo que fizeram ainda queriam que eu pagasse no débito pra ajudar os bonitões? Manéver!

Ou seja. Recomendo demais a comida. Realmente é muito boa. Mas peçam cerveja ou refrigerante. Limonada Suiça, nunca. E se você se importa em ser bem atendido como eu, não vá. Pessoal lá tem que aprender muito ainda.

Odeio amadorismo!


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Corinthiano Apostólico Romano, trabalhador do petróleo brasileiro, empreendedor da Santa Querupita Clothing Co., fotógrafo, corredor, mountain biker, Lu Patinadora e apaixonado pela Ilanna.

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