Fumantes e fumadas

Neste ano de 2009, não sei precisamente a data porque o Google não colaborou, entrou em vigor no estado de São Paulo a Lei Anti-fumo. Ou seja: uma lei que veio pra foder os fumantes quase que literalmente. E acho pouco.

Um dos grandes motivos (além de outros muitos) de eu não frequentar balada ou barzinhos mais fechados sempre foi ter que voltar pra casa fedendo cigarro, ter que tomar 3 a 4 banhos até aquela carniça sair da minha pele. Fora as queimadas no braço. E, além disso, meu nariz tapa completamente ao mínimo cheiro de fumaça de cigarro. É muito foda! Eu só consigo respirar pela boca, o que acaba me dando uma puta dor de cabeça!

Se fosse só eu o incomodado, beleza. Eu nem frequento balada mais mesmo. Mas coletando opiniões de muitos amigos, colegas e tals, todo mundo sempre odiou todos os fatores que descrevi ali em cima. Isso porque eu não tenho bronquite ou qualquer coisa do tipo.

Fui esses dias no Wooly Bully, em Valinhos-SP. "Boatchi" de Rockabilly, toda anos 60, pá. É bem antiga a casa, mas eu nunca tinha ido. Achei demais. Escrevo sobre ela depois. Mas a sensação de estar em um lugar fechado, cheio de gente e não sentir nenhum cheirinho de fumaça foi assim, uma experiência religiosa, como diria meu bródi, Enrique Iglesias. Foi coisa linda de Deus.

Não to aqui pra discutir o que é certo e o que é errado. Pra mim, fumante tem que fumar na casa dele, ou na casa do caraleo! Se na casa dele vivem não fumantes, crianças, etc, ele que vá fumar na puta que o pariu do norte!

Aqui no trabalho, que não é um simples escritório, mas uma refinaria de petróleo, gigantesca, etc e tal, já trataram de começar a acabar com a palhaçada. Antigamente existiam "fumódromos" pra galera fumar. Tinha gente que passava o dia por ali, debaixo daquele telhadinho, fumando e jogando conversa fora. Agora não existem mais os fumódromos. Quem quiser fumar, tem que ir no meio do nada, debaixo do sol/chuva/neve e fumar. Mas isso não vai durar muito. Já estão se mobilizando aqui na empresa para PROIBIR o fumo nas dependências da empresa.

Isso mesmo. 3500 funcionários. Nenhum poderá fumar.

Mas não é só não fumar. A empresa dá, e não é de hoje, todo o suporte para o funcionário que quer parar de fumar. Tratamento, terapia em grupo, e tudo mais.

Ou seja. Não tem desculpa. Só não para quem não quer.
E se você não quer parar, a empresa também não te quer. A sociedade não te quer.

Fica evidente a mudança de mentalidade da sociedade nos últimos tempos. O que antigamente era signo de status, hoje é quase marginalizado. A própria sociedade está reprimindo os fumantes, criando uma exclusão social, claro, impulsionada por ações principalmente do governo, que desde muito tempo proibiu propagandas de cigarros, e agora, com a lei anti-fumo. Mas não só isso tem contribuído. A busca por uma vida saudável, o medo de doenças, e até a dificuldade econômica de se manter o vício, tem ajudado na diminuição do tabagismo.

Minha torcida é para que essa diminuição continue acentuada. E que os fumantes continuem, cada dia mais, queimados na rodinha.


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Corinthiano Apostólico Romano, trabalhador do petróleo brasileiro, empreendedor da Santa Querupita Clothing Co., fotógrafo, corredor, mountain biker, Lu Patinadora e apaixonado pela Ilanna.

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