99 anos de paixão alvinegra

Retirado do Fórum Outer Space


FUNDAÇÃO

Um grupo de homens de vida humilde - os pintores de casa Joaquim Ambrósio, Antônio Pereira e César Nunes, o sapateiro Rafael Perrone, o motorista Anselmo Correia, o fundidor Alexandre Magnani, o macarroneiro Salvador Lopomo, o trabalhador braçal João da Silva e o alfaiate Antônio Nunes, decidiram fundar o seu próprio clube de futebol. No dia 01 de setembro, à altura do número 34 da Avenida dos Imigrantes (atual José Paulino), no Bom Retiro, eles se reuniram e redigiram o primeiro estatuto do clube. Faltava apenas financiamento para o sonho se realizar. Foi aí que Miguel Bataglia entrou em cena. Bataglia era um requintado alfaiate, aceitou participar e foi oficialmente nomeado o primeiro presidente.

O clube já tomava uma cara, mas faltava o nome. As idéias passaram por Santos Dummont, Carlos Gomes e até Guarani, mas nenhuma delas foi escolhida. Foi então que Joaquim Ambrósio sugeriu homenagear o famoso time inglês que fazia uma excursão pelo país: o Corinthian Football Club. O clube que se tornaria o mais querido do Brasil já tinha nome. A torcida e a imprensa chamavam a equipe de Corinthian’s Team. Assim, a letra "s" foi acrescentada ao nome, e o clube ganhou o elegante nome Corinthians

Os primeiros jogos

A estréia aconteceu dez dias após a fundação, em 10 de setembro de 1910. O adversário era o União da Lapa, uma respeitada equipe da várzea paulistana. Jogando fora de casa e esperando levar uma goleada, o Corinthians já mostrava que não estava para brincadeiras, e jogando com muita raça, acabou perdendo por apenas 1 a 0.

Foi apenas um deslize. Quatro dias depois, o Corinthians já mostraria que nasceu para vencer: 2 a 0 sobre o Estrela Polar. A honra do primeiro gol coube ao atacante Luís Fabi, que assim entrou para a história do clube. Depois disso, foram dois anos de invencibilidade.

Com os bons resultados e o crescimento da torcida, que desde sempre já se mostrava fiel e fanática, o Timão passou a pleitear uma vaga no Campeonato Paulista. A Liga Paulista resolveu conceder uma chance, mas o Corinthians teria que disputar uma eliminatória. Não deu outra: dois jogos, duas vitórias - 1 a 0 no Minas Gerais e 4 a 0 no São Paulo do Bexiga - e o passaporte carimbado para disputar o Paulistão.

Na primeira partida oficial, o Timão tropeçou no Germânia, perdendo por 3 a 1. Mas Joaquim Rodrigues escreveu seu nome na história do Corinthians como o autor do primeiro gol em partidas oficiais. O Coringão acabou seu primeiro Paulista em 4º lugar.

Em 1914, começava a hegemonia: no segundo Campeonato Paulista que disputou, o Corinthians não deu chance para os adversários. Uma campanha arrasadora, com dez vitórias em dez jogos, 39 gols marcados e goleadas para todos os lados. Neco (12 gols) ainda se sagrou o artilheiro da competição.

Começava assim a história futebolistica do Sport Club Corinthians Paulista.

1977 - Maior publico de uma partida em SP
http://www.youtube.com/watch?v=ABpgASkn6H4

José Silvério
http://www.youtube.com/watch?v=3ENJkPNlmO4
http://www.youtube.com/watch?v=wdBisISTcF4


O maior técnico da história do time mestre Osvaldo Brandão

Brandão foi o mais carismático de todos os técnicos do Timão. Foi ele quem ganhou o título do IV Centenário, em 1954. Depois disso, teve várias passagens por outros clubes e chegou a treinar Seleção Brasileira nas eliminatórias da Copa de 1958 e 1978. Regressou em 1977 para dar o fim ao jejum de títulos e conseguiu.

Depois de uma derrota para o Guarani por 1 a 0, que dificultou a conquista do título de 77, Brandão se trancou com os jogadores no vestiário e não deixou ninguém entrar. Então ele falou a seus comandados: "Agora, só de depende de vocês". A equipe ganhou todos os jogos restantes , inclusive a final contra a Ponte.

Nesse meio tempo, e depois, teve outras passagens pelo clube.

FICHA TÉCNICA
Nome: Oswaldo Brandão
Nascimento / local: 18/091916 - Taquara - RS
Período em que reinou o Corinthians: de 1954 à 1957; de 1964 à 1966; 1868; de 1977 à 1978; de 1980 à 1981)
Títulos: 2 Campeonatos Paulista (1954 e 77) e 2 Torneios Rio-São Paulo (1954 e 66)

Oswaldo Brandão dirigiu o time corintiano 438 vezes (249 vitórias, 96 empates e 93 derrotas). Como técnico do são paulo foram 143 jogos (85 vitórias, 29 empates e 29 derrotas).

Recorde no palmeiras
Pelo palmeiras, ele é dono do recorde de ter comandado o time alviverde mais vezes ao longo da história: 580 jogos (335 vitórias, 151 empates e 94 derrotas). O puto que torce para algum dos 3 times paulistas e não tiver respeito pelo mestre merece a morte.


A campanha de 1977

O fim do jejum: 22 anos, 8 meses e 6 dias.
Foi esse o tempo em que o corintiano demorou pra gritar campeão novamente, após a conquista do título e 1954.

A torcida não aguentava mais tanta gozação. Foi um verdadeiro martírio, mas que teve fim no sagrado ano de 1977. O fim das gozações. O reeencontro com os títulos.

Veio, como não poderia deixar de ser, de modo sofrido. Mas veio. Vamos ver como foi.

O Corinthians não começou bem o campeonato, que teve o Botafogo de Sócrates como vencedor do primeiro turno. Restava vencer o segundo turno para continuar com chances no campeonato. E não deu outra. Em 18 jogos, o time vence 13 e vai disputar o título do turno. Na semifinal, ganha do São Paulo por 1 a 0, e na final despacha o Palmeiras com uma vitória simples.

Vem o terceiro e último turno. Os oito melhores times do campeonato lutam por duas vagas. Com duas derrotas nos quatro primeiros jogos, o Corinthians é obrigado a vencer os três últimos compromissos, contra Botafogo, Portuguesa e São Paulo, para continuar respirando no torneio.

Com muito esforço, o Timão passa por mais essa batalha e chega para fazer a final contra a Ponte Preta, que contava com craques como Carlos, Oscar, Polozzi, Dicá e Rui Rei.

Como havia perdido três jogos para a Ponte durante o campeonato, sendo um em Campinas por 4 a 0, o Corinthians festejou a decisão da Federação Paulista de Futebol de colocar todos os jogos das finais no Morumbi.

No primeiro deles, vitória corintiana por 1 a 0. A torcida, feliz, já se preparava para fazer a grande festa no domingo, dia 9 de outubro. Com um simples empate, o título, finalmente, iria para o Parque São Jorge. Entusiasmada, a torcida do Timão compareceu em massa ao Morumbi e estabeleceu o recorde de público do estádio que dura até hoje: 138.032 espectadores.

O clima parecia propício para o fim do jejum. Mas, com a contusão de Palhinha no primeiro tempo, a incerteza começou a aparecer. O gol de Vaguinho, que substituíra o atacante, aos 43 minutos, parecia colocar tudo de volta ao normal. Puro engano. Vem o segundo tempo e, para desespero da Fiel, a macaca reage. Dicá, aos 22 minutos e Rui Rei, aos 33, viram o jogo e calam o Morumbi. A decisão estava adiada para quinta-feira à noite.

Apesar de não ser tão grande como no domingo, a torcida corintiana enche o Morumbi para ver aquele que seria o jogo da libertação, do fim do jejum, que já durava 22 anos, oito meses e seis dias.

Começa a partida e logo de cara, aos 16 minutos, mais de 80 mil corintianos vêem o perigoso atacante Rui Rei reclamar com o juiz Dulcídio Wanderley Boschillia e ser expulso. Quem temia por uma nova tragédia passou a ficar mais aliviado.

Mesmo precisando de um empate no tempo normal e na prorrogação, o Corinthians foi para cima da Ponte. Geraldão, artilheiro do Timão naquele campeonato com 24 gols, quase abre o placar aos 39 minutos, após aproveitar um cruzamento de Vaguinho.

Chega o segundo tempo. Os dois times entram nervosos e muito cautelosos. O medo de tomar um gol fez com que as equipes ficassem apenas se defendendo. Em raros contra-ataques, o perigo aparecia. Em um deles Dicá, da macaca, cabeceia livre na área. Para fora.

Assustado, o técnico Brandão se levanta e manda o time para o ataque. Aos 36 minutos, Zé Maria bate uma falta pela direita. A bola percorre toda a pequena área e vai parar no pé de Vaguinho, que, de bico, chuta a bola no travessão do goleiro Carlos. Na volta, ela quica no chão e sobe para Wladimir cabecear. Em cima da linha, Oscar, também de cabeça, salva. Mas no rebote, a bola sobra para o pé direito de Basílio. O meia, com toda a força, faz então o esperado gol. Festa no Morumbi. Restavam apenas 8 minutos. Nessa hora, não havia mais esquema tático. Pouco antes de acabar, Oscar e Geraldão, que foi o artilheiro do campeonato com 24 gols, brigam e são expulsos. Aos 46, Dúlcidio pede a bola e encerra a partida: o Corinthians é campeão. Fim do jejum. Fim do sofrimento.

A torcida invade o campo e comemora com os seus ídolos. Brandão é carregado no colo, o presidente Vicente Matheus perde os sapatos, os jogadores ficam quase nus.

O coro de “é campeão” toma conta da noite paulista e invade a madrugada. A partir daí, surge um novo Corinthians. Acabaram-se os traumas e o time volta a ser o bom e velho vencedor. O gol de Basílio foi o mais importante da história corintiana. Veja seu depoimento sobre o jogo:

“A terceira partida da final do Paulistão de 77 foi a melhor que nós fizemos no campeonato. Jogamos determinados, fomos pacientes e também atrevidos. Tanto que, mesmo precisando do empate, fomos para cima da Ponte Preta. No primeiro tempo merecíamos ter feito uns dois ou três gols. Na segunda etapa, o jogo ficou equilibrado até o gol. O lance saiu de uma bola parada e eu, depois do bate-rebate, fiz o gol de direita e corri para a galera. Após o jogo, queríamos dar a volta olímpica, mas foi impossível. Pouco importa. O que valeu mesmo foi a festa e o fim do jejum.”

Em pé: Zé Maria, Tobias, Moisés, Ruço, Aemir e Wladimir.
Agachados: Vaguinho, Basílio, Geraldão, Luciano e Romeu.


Homenagem final ao melhor que eu vi treinar o time

Luis Antônio Venker de Menezes

Luis Antônio Venker de Menezes, conhecido como Mano Menezes, (Passo do Sobrado, 11 de junho de 1962) é um brasileiro descendente de alemães, ex-futebolista que atualmente exerce a função de treinador. Atualmente Mano treina o Corinthians.

Origens
Começou sua carreira no futebol como jogador (zagueiro) do clube gaúcho Guarani de Venâncio Aires entre o final da década de 1970 e o início da década de 1980. Mas parou logo para se dedicar ao curso de Educação Física e à carreira de treinador, que foi iniciada em 1986 no SESI do Rio Grande do Sul e seguiu pelas categoriais de base do Guarani de Venâncio Aires, Juventude e Internacional de Porto Alegre (também fez estágio no Cruzeiro em 1997 com Paulo Autuori).Também é formado em Administração de Empresas.

Primeiro título e início da fama
No Guarani de Venâncio Aires, vence a seletiva para a Copa Sul-Minas em 2002
Ganhou notoriedade por sua boa campanha na Copa do Brasil de 2004, no comando do XV de Novembro de Campo Bom, chegando à semifinal e obtendo o 3º lugar.

Da Batalha dos Aflitos, passando pelo bicampeonato gaúcho até a final da Libertadores
Em abril de 2005, Mano Menezes foi contratado pelo Grêmio para ser o responsável por trazer o Grêmio novamente à Série A do Campeonato Brasileiro. A meta foi cumprida e o tricolor gaúcho obteve o título de Campeão da Série B daquele ano em uma partida que ficou conhecida como "a batalha dos Aflitos" devido aos acontecimentos que se desenrolaram ao longo da partida e ao fato desta ter sido realizada no Estádio dos Aflitos, estádio do Náutico, em Recife, no estado de Pernambuco. Este episódio posteriormente virou um filme com o nome "A Batalha dos Aflitos" lançado em 2007

Em 2006 levou o Grêmio ao título do Campeonato Gaúcho com vitória sobre o arquirival Internacional, título que o tricolor não conquistava desde 2001.

Ainda em 2006, classificou o Grêmio em terceiro lugar no Campeonato Brasileiro, obtendo assim, uma vaga para disputar a Copa Libertadores da América no ano de 2007.

Em 2007 sagrou-se bicampeão gaúcho fazendo uma brilhante campanha e na Taça Libertadores da América, eliminando dois dos grandes clubes Paulistas, o São Paulo, nas oitavas-de-final, e o Santos, na semifinal, chegando à final e perdendo para o segundo maior vencedor da competição, o Boca Juniors da Argentina.

Mano Menezes deixou o Grêmio após 169 jogos, obtendo 89 vitórias, 35 empates e 45 derrotas, o que representa um aproveitamento de 59,56%. Foram 302 pontos conquistados de um total de 507

Corinthians
No final de 2007 foi contratado para para dirigir o Corinthians, com a missão de levantar o clube que, com o rebaixamento pra a Série B, entrou na crise mais grave de toda a sua história.

No dia 28 de novembro de 2007 oficializou o final de seu vínculo com o Grêmio ao deixar de renovar seu contrato, dirigindo a equipe até 2 de dezembro de 2007, no último jogo do Campeonato Brasileiro, exatamente contra o que seria o seu próximo clube como treinador, o Corinthians, que naquele jogo foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro.

Em 2008, disputando a Copa do Brasil, conseguiu levar a equipe paulista à final contra o Sport e ficou com o vice-campeonato.

A perda do título da Copa do Brasil não abalou o elenco corintiano, que seguiu firmemente na disputa da Série B do Brasileirão, rumo ao principal objetivo da equipe que era o retorno à Série A, e em 8 de novembro de 2008, levou o Corinthians, com sobra, ao título do Campeonato Brasileiro da Série B.

Em 3 de Maio de 2009, levou o Corinthians ao título do Campeonato Paulista, sendo Campeão invicto.

Em 1º de julho de 2009, sagrou-se campeão da Copa do Brasil, contra o Internacional de Porto Alegre, disputando o segundo jogo da final na casa do adversário, e fazendo a festa no Rio Grande do Sul. Pela Copa do Brasil de 2009, a equipe comandada por Mano Menezes só foi derrotada uma única vez, para o Atlético Paranaense, na Arena da Baixada, pelas oitavas-de-final, pelo placar de 3x2, porém, no jogo de volta, no Pacaembu, o timão venceu por 2x0.

Até o presente momento, está sendo a maior "volta por cima" de um clube que caiu à Série B do Campeonato Brasileiro que, além do retorno à elite de forma impecável, conquistou em seguida um título nacional de importância que credencia seu campeão ao principal campeonato do continente, que é a Copa Libertadores da América.

Jogos pelo Timão
126

Vitórias
72

Empates
36

derrotas
18

Vai Corinthians! Não para de lutar!

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Corinthiano Apostólico Romano, trabalhador do petróleo brasileiro, empreendedor da Santa Querupita Clothing Co., fotógrafo, corredor, mountain biker, Lu Patinadora e apaixonado pela Ilanna.

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