Entrevista com o Ídolo: Túlio "Caçamba".

Hoje temos entrevista com o próximo fenômeno do YOUTUBE!

Estava eu em um dia tranquilo, frente ao computador, entediado, quando meu amigón Túlio me manda um link do Youtube. Eu, despretensiosamente, cliquei. E qual minha surpresa? Lá estava ele, o próprio, dedilhando notas em seu violão, e recitando uma versão em inglês da música "Caçamba", do grupo pagodeiro Molejo. "Que coisa mais maravilhosa", pensei eu. Uma iniciativa um tanto original como essa, merecia ser divulgada.

Túlio acabou postando o link do vídeo em seu Twitter e o sucesso veio imediatamente.
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E foi com muita alegria que a redação do LADO B entrevistou ele: Túlio Bragança.

- Bring the Caçamba, baby!

LB: Olá Túlio, muito obrigado pelo privilégio desta entrevista. E pra começar, como e quando surgiu a idéia de gravar versões de antigos sucessos de pagode em inglês?
T: Olá, redação do LADO B, olá leitor, o prazer é meu de estar aqui.
Sempre toquei pagode no violão. Foi algo muito presente na minha adolescência e que sim, eu realmente gostava. Um dia, cheio de tédio, resolvi testar minha câmera e comecei a tocar Molejo em inglês. Achei que ficou bizarro, tratei de terminar a letra e mandei o vídeo para uns amigos.

LB: E qual foi a primeira sensação?
T: A primeira sensação foi de piada interna. Mandei para uma amiga que curte Molejo e riu muito. Depois assumi o ridículo, postei no twitter e no Facebook e os amigos começaram a comentar dizendo que eu era um doente.

LB: Um grande portal da internet acabou repassando este post seu no Twitter, e os seus vídeos estão ganhando grande visibilidade. Esse pode ser seu trampolim para o sucesso?
T: Ajudou sim, mas sucesso mesmo é aparecer no Faustão ou estar do lado de Ivete Sangalo num trio elétrico na Bahia. Mas se o Anderson do Molejo ou o Péricles do Exaltasamba me convidarem pra tocar com eles eu acharia uma honra!

LB: Toda esta badalação já começou a despertar ciúmes entre os grupos. Luis Carlos, do Raça Negra comentou que acha negativo para a imagem do pagode nacional. Você tem algo a dizer?
T: Respeito muito o Luis Carlos, que é um monstro sagrado da música brasileira. Chorei inúmeras vezes ao som de "Cigana" e "Estou Mal", mas temos que pensar globalmente. Pagodeversions quer levar esse ritmo brasileiro que tem mais potencial que o pré-sal para todo o mundo.

LB: E pensando no mercado mundial, houve contato de alguma gravadora?
T: Zero contato. Tenho que elogiar a sensatez das gravadoras que não viram graça nenhuma nessa doença mental que é o Pagodeversions.

LB: E o que dizer das que estão em contato com a Mallu Magalhães, outro fenômeno do Youtube?
T: Acho que é tudo culpa da crise. Meu sonho é ser uma Mallu Magalhães do pagode, revisitando e revalorizando esse ritmo suingado que todos levamos no coração.

LB: Já pensou em participar de algum programa no estilo “American Idol”?
T: Só se for a versão americana, onde os caras realmente se tornam estrelas. Você lembra de algum ganhador da versão brasileira ou da latina? Se for para ser lembrado como uma piada prefiro não sair de casa e continuar fazendo meus pagodeversions. Mas eu pagaria milhões para dublar no Qual é a música do Senor Abravanel.

LB: Que Silvio Santos esteja nos lendo. Túlio, muito obrigado pela entrevista. Muito sucesso e mantenha sempre esta simplicidade que lhe é característica. Tem alguma coisa para dizer aos seus fãs?
T: O Pagodeversions veio para mostrar que não há razão para se envergonhar de curtir uma música de corno. A gente ouve altas merdas em inglês e acha que é tudo lindo, quando na verdade é uma baita pieguice. Pagoversions, just feel it!


Para saber mais sobre o Túlio, acesse:
Blog Aires-Buenos: http://aires-buenos.blogspot.com
Twitter: http://twitter.com/tuliopb


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Corinthiano Apostólico Romano, trabalhador do petróleo brasileiro, empreendedor da Santa Querupita Clothing Co., fotógrafo, corredor, mountain biker, Lu Patinadora e apaixonado pela Ilanna.

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