[Cinema] Rush: No Limite da Emoção

Hunt e Lauda interpretados por Chris Hemsworth e Daniel Brühl.
Se o filme da resenha anterior mereceu apenas um Ewaldinho, vim aqui pra compensar. E revelo logo: Rush ganhou 5 Ewaldinhos com louvor.

Eu estava extremamente ansioso pra assistir esse filme. A história da rivalidade entre o inglês James Hunt e o austríaco Niki Lauda e consequentemente de seu acidente em Nürburgring em 1976 contada através da direção de Ron Howard (Uma Mente Brilhante), pra mim, seria o filme do ano, e com isso eu corria sérios riscos de me decepcionar caso o filme não fosse tão brilhante.

Mas é.

A forma como Ron conduziu o filme é fantástica. Cada detalhe da personalidade dos pilotos, a ambientação, o cuidado com as mais pequenas coisas, a fotografia, as câmeras lentas em momentos de emoção, absolutamente tudo perfeito. Sem contar as brilhantes interpretações de Chris Hemsworth como James Hunt e de Daniel Brühl como Niki Lauda. Este segundo eu já admiro seu talento desde de Edukators e Adeus, Lenin!. James como um bon vivant mulherengo e beberrão que era, piloto rápido, arrojado e destemido, e Lauda como um típico austríaco frio, técnico e um gênio em acertar seus carros.
- Os dois pilotos estão muito bem interpretados pelos artistas, tanto o Niki quanto o James. A voz, as expressões, o jeito de falar, tudo. O James era um piloto extrovertido, farrista, mas um querido amigo. Só tenho recordações ótimas dele. E o Niki, que é meu amigo até hoje, foi um dos grandes campeões, um dos melhores da história da Fórmula 1. De todos os filmes de corrida que eu vi, o “Grand Prix” (de 1966)  é o mais histórico, clássico. Esse deve virar o próximo clássico, achei o máximo. - Emerson Fittipaldi em entrevista à Globo.com.

Lauda e Hunt em 1976, já depois do acidente.

Não me lembro de um filme ter me emocionado tanto. Rush é um filme carregado de emoções das mais diversas. As cenas das corridas são um espetáculo à parte. Você transpira tensão junto com os pilotos. A noção de velocidade e de erro mínimo é muito real. Especialmente a cena do acidente de Lauda. É algo para se entrar para a história do cinema. Se seu coração não sair pela boca é porque você simplesmente não tem coração. Mas se você é um amante do automobilismo, terá orgasmos múltiplos. A história de superação de Lauda movida por sua rivalidade com Hunt já era fantástica por si só. Mostrada nas telonas ficou ainda melhor.

Sem dúvida, um dos melhores filme que já vi em toda minha vida.



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Corinthiano Apostólico Romano, trabalhador do petróleo brasileiro, empreendedor da Santa Querupita Clothing Co., fotógrafo, corredor, mountain biker, Lu Patinadora e apaixonado pela Ilanna.

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