Histórias de Peão: O SindiGato

Tempos atrás apareceu aqui no trabalho um gatinho preto que decidiu morar do lado do refeitório. Animal esperto. Sabe que as cozinheiras nunca deixariam o pobre sem comida. Era um filhotinho, pequenininho. Hoje um gato bonito, forte. Aliás, muito mais forte que os funcionários que comem no restaurante.

Mas a empresa decidiu que o gato não poderia ficar ali. Colocou uma armadilha do lado de onde dormia pra tentar capturar o pobre animalzinho. Duas semanas se passaram, até que o gato, creio eu por pena dos que montaram a armadilha, se deixou capturar.

Foi levado para o clube dos empregados, que fica há uns três ou quatro quilômetros daqui.

Os dias não foram os mesmos sem o pacato animal que se deliciava à sombra das árvores ao redor do refeitório.

Muitos diziam ter o gato virado sopa. Outros acreditavam em churrasco. Mas fato é que uma semana depois, lá está o pequeno mamífero negro de volta ao refeitório.

Agora as teorias são outras. Já apelidamos o gato de "Sindigato". A teoria da conspiração criada, diz que o gato, na verdade, é um funcionário do Sindicato plantado dentro da empresa para dedurar os fura-greves, vulgos "pelegos".

Dizem que este tempo que o felino ficou ausente era para se implantar uma micro câmera no orifício ocular cego. Quando há greve, o gato perambula sua negritude pela empresa, filmando todos os que de alguma forma furaram o bloqueio grevista e entraram pra trabalhar. Dizem até que, além da câmera, foi implantado um lançador de zarabatanas.

Ninguém mais tem coragem de ficar na mira do fiantã do animal. O Sindigato, hoje, é o ser mais temido da empresa. Até o Gerente Geral o cumprimenta.

É importante manter o bom relacionamento entre empresa e o Sindigato.


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Corinthiano Apostólico Romano, trabalhador do petróleo brasileiro, empreendedor da Santa Querupita Clothing Co., fotógrafo, corredor, mountain biker, Lu Patinadora e apaixonado pela Ilanna.

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