Contra tudo e contra todos!

"Nunca serão!" e o dia do nunca chegou.

O primeiro título que eu lembro vagamente ter comemorado em 1990. Eu, um molequito de 9 anos de idade vi little Tupã, nosso amuleto, levar um grupo considerado inferior ao do São Paulo, ao topo do Campeonato Brasileiro. Torcedores enrolados em suas bandeiras como se fosse o santo sudário, atravessando o campo de joelhos sintetiza o que esse clube significa para os corinthianos.

O carrinho de Deus.

O tempo passou, e depois de 1990 foram mais inúmeros Paulistas, Copas do Brasil, Brasileiros e um Mundial Interclubes FIFA. Até que em 2007, o momento mais triste pra mim e para toda a nação de 30 milhões. O rebaixamento para a Série B.

Lembro como eu vivi aquele período. 2007 tinha sido um ano negro pra mim. Momentos dificílimos da minha vida. Dúvidas e mais dúvidas sobre o futuro, um noivado terminado, dentre outras mil coisas. Me apeguei ao Corinthians como nunca. Eu realmente vivi aquele rebaixamento. Em 2008 fui muitas vezes ao estádio. Coisa que eu não havia feito até então desde que meu pai me levara ao Pacaembu em 1999 nos 8 a 2 contra o Cerro Porteño. Chorei quando subimos. Foi a redenção do Corinthians e a minha. A gente subiu.

Em 2009 eu devo ter ido a uns 20 jogos. Vi da arquibancada Ronaldo, meu maior ídolo de todos os tempos, vestir a camisa do meu amado Corinthians e acabar com os adversários. Fomos campeões Paulista e da Copa do Brasil. Ano inesquecível. Aproveitei cada minuto.

Isso foi momentos antes da Organizada do Inter perceber o que a gente fazia ali. hehe

Veio 2010 e 2011. Me casei e com isso vieram as responsabilidades. Não pude ir mais aos jogos. A grana encurtou, mas o Corinthians está em mim. Minha alma é alvinegra e estive com meus amigos em pensamento em cada minuto de cada jogo nas arquibancadas do Pacaembu. Sofri nas eliminações contra o Flamengo e Tolima na Libertadores. Chorei na despedida de Ronaldo. 

Fomos campeões brasileiros de 2011 e tive a certeza, naquele momento, que seríamos finalmente campeões da taça mais importante da América em 2012. O título tinha amadurecido. O time era forte, quase intransponível na defesa. E é disso que se sobrevive na Libertadores.

Eu disse que eu tinha certeza.

E veio 2012, veio a Libertadores. Veio também todos os sinais de que a América seria nossa. O gol do Ralf no último minuto do primeiro jogo. O gol do Paulinho abraçando o torcedor na alambrado contra o Vasco. Romarinho fazendo história. Estava tudo ali, estava tudo escrito. Só faltava a assinatura, o nirvana no Pacaembu lotado, nossa casa, junto com nossa família. 

Nenhum corinthiano. Nem o mais fanático deles imaginava um jogo fácil como foi. Era o Boca Juniors, o mais temido pelos brasileiros. O goleiro Cássio mal pegou na bola. 2 a 0 e eu não me continha. Andava de um lado pro outro na sala da nossa casa com um sorriso gigante no rosto querendo só gritar sem parar. É CAMPEÃO, PORRA!!

É tudo nosso!

Um título que veio a coroar a redenção, a reconstrução que o Corinthians e eu iniciamos em 2008. O Corinthians era um time rebaixado, eu um cara sozinho morando na casa do pai onde não me sentia bem. Hoje o Corinthians é dono da América e eu um cara feliz, casado e morando na sua própria casa. Nos reconstruímos juntos. Ressurgimos juntos. E isso está tatuado na minha alma e em breve, na minha pele. 

Quero agradecer aqui a todos que fizeram parte de tudo isso nestes anos. São tantas pessoas importantes na minha vida, mas queria agradecer principalmente ao meu avô e meu pai por me ensinarem a amar essa camisa, esse clube tão maravilhoso. Agradecer à minha mãe e minha irmã pelos tantos conselhos, por tantas vezes que só me ouviu, me deu carinho na hora que eu precisava. Escutou meu choro. Quero agradecer aos meus melhores amigos. Roniel, André (parmerense fiadaputa) e Danilo por estarem sempre comigo. Todos meus amigos corinthianos, que são a grande maioria (né, Nayara, Maria Carol..). E claro, à minha esposa maravilhosa que não só é o ingrediente principal da minha felicidade como sofreu junto comigo em todos esses jogos, mesmo sendo torcedora do time da Vila Sônia. 

Sem vocês e sem Corinthians, minha vida não seria vivida. Seria sobrevivida.
Obrigado, Deus. Por uma vida tão maravilhosa! 

E VAI, CORINTHIANS!!


 

Autores

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Corinthiano Apostólico Romano, trabalhador do petróleo brasileiro, empreendedor da Santa Querupita Clothing Co., fotógrafo, corredor, mountain biker, Lu Patinadora e apaixonado pela Ilanna.

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