Série Delta - 3ª Etapa - Campinas

Domingão foi dia de acordar cedão pra correr. Mas não um simples treino. Era dia de corrida. E pra quem acorda cedo todo santo dia xingando até o Papa, confesso que não foi muito fácil levantar da cama as seis da matina pra se matar de correr e voltar ao mesmo ponto de partida. Mas lá estávamos. Firmes e fortes. A mulher, que nem ia correr porque tirou os sisos no meio da semana, estava lá, dando aquele apoio moral. E não bastasse isso, ainda tinha os amigos. Aqueles amigos do trabalho, de quem você não quer perder de maneira nenhuma, pra não virar motivo de chacota durante a semana laboral.

Chegando à Praça Arautos da Paz, onde seria a largada da terceira etapa da Série Delta de Campinas, nenhuma alma viva e um palco gigante montado. Tinha coisa estranha ali. E tinha mesmo. A largada foi mudada de lugar por conta de um Show "di grátis" de Chitãozinho e Xororó. Mereço? O amigo Augusto descreveu bem no seu post sobre a prova: http://blog.vamoscorrendo.com.br

Encontrei os perebas do lado da retirada do chip. Danilão, ainda acima do peso, levando uma vida de ex-jogador de futebol do glorioso Paulista de Jundiaí [claro que estou falando isso pra provocar o Danilo que sei, vai ler o post], e o Tadeu, moleque novo, pai fresco, e treinando muito ultimamente. Eu, um homem de família, cheio de afazeres, e com os treinos sempre atrapalhados pelos probleminhas de saúde meus e da mulher (não poderiam faltar as desculpas, óbvio), estava com meu rendimento altamente comprometido.

Dada a largada, nos dois primeiros quilômetros acompanhei os amigos. E sempre no fim destes dois quilômetros eu sinto o cansaço. Meu organismo pára e pensa: "Você vai mesmo correr? Puta que o pariu, ta bom, então. Vamos lá.". - E assim, passados os dois quilômetros, posso passar um bom tempo correndo sem me extenuar. Mas foi nesse trecho que os dois amigos deram uma acelerada e eu fiquei. Procurei manter o contato visual ao menos com o Danilo.

Pausa pra contar que, não adianta, não consigo tomar água correndo. Tenho que parar, tomar a água e voltar a correr.

Pois parei pra tomar água, coisa pouca, de alguns segundos, e segui uns cem metros atrás do Danilo até o quarto quilômetro. Dei um gás a mais, aonde meus batimentos cardíacos chegaram a 190bpm para alcançá-lo, e seguimos juntos até o fim dos cinco quilômetros da nossa prova. Resultado: 27'28". Resultado alto, mas feliz de ter feito a prova toda sem uma caminhadinha, com uma gravata de língua gigante no fim. Hoje nem estou quebrado, e vou pro treino! Hoje a patroa volta a treinar, com o peso de dois sisos a menos fora os perdidos depois de tanta sopinha gelada.

E como sempre acontece, corrida me motiva. O projeto São Silvestre 2011 está de pé! Bóra correr, negadis!


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Corinthiano Apostólico Romano, trabalhador do petróleo brasileiro, empreendedor da Santa Querupita Clothing Co., fotógrafo, corredor, mountain biker, Lu Patinadora e apaixonado pela Ilanna.

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