Hoje, quem conta a história no Lado B é um amigo. Amigo que não posso identificar, pois deve ser o pai do boneco a seguir. O texto é dele, enviado por e-mail.
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Aqui na minha sala tem uma boneca de primeiros socorros. Ela foi trazida pra cá na segunda, e no mesmo dia, eu e o cara que trabalha de manhã dissemos que o outro cara, que fica à noite, vai estuprar a boneca, pois ele tem umas atitudes estranhas e etc. Minha chefe riu, e eu disse:
- Se a boneca aparecer grávida, não sei como você vai fazer.
A boneca é bem feminina, mas não tem pernas. A boca dela é aberta e dá para fazer às vezes de boneca inflável, numa crise de extrema necessidade. Depois de zoarmos com isso, tivemos uma ideia pra continuar a brincadeira: comprar uma boneca pequena de R$1,99 e deixar na mesa da minha chefe. Todo mundo aprovou a ideia, inclusive a assistente dela, que é lerda prá caramba e precisa de várias explicações para entender uma piada de "pontinho".
Deveríamos comprar uma boneca, fazer um cavanhaque nela (pois o cara que fica à noite usa) e deixá-la na mesa da minha chefe, embrulhada com um bilhete como se fosse criança abandonada, para dar a entender que a bonequinha é filha do cara da noite com a boneca plástica. Ele teria abandonado-a já que não poderia assumir a paternidade por causa dos pais, mas confiaria na minha chefe para cuidar.
A assistente dela decidiu palpitar e soltou a pérola:
- Caraca! É verdade! Vai ser engraçado! Mas será que ela (a chefe) não vai desconfiar que não deu nove meses?
Todo mundo começou a rir e como se não bastasse, enquanto tirávamos um sarro da situação, ela solta uma "justificativa":
- Ah, verdade! Pode falar que nasceu prematuro!
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O que seria da gente sem as pessoas de raciocíonio lento/inexistente? O mundo não teria a mesma graça.
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