R$1,50. Esse é o preço que eu pagaria para assistir 007 - Quantum of Solace. Não sou nenhum expert em James Bond, mas acho que posso ser preciso ao dizer que uma sequência de 007 não pode ter somente efeitos especiais. Alguns requisitos têm de ser preenchidos.
1. Perseguição em carro, barco e avião: OK
Logo o início do filme Bond está em com seu Aston Martin em uma perseguição alucinante. Só ninguém sabe o porquê. Mesmo depois do fim do filme.
As outras duas também acontecem.
2. Marmeladas e quebras de leis da física: OK
Bom, nisso o filme é fiel. Aliás, só nisso. Requisito preenchidíssimo.
3. James Bond: Não OK.
Sério, cadê o James Bond? Alguém o viu no filme? James não é um cara charmoso, com "olhar 43"?
Daniel Craig nasceu pra James Bond assim como Dunga pra treinador. Uma bizarrice. Craig é monoexpressivo. Aquela cara fechada fazendo biquinho é a mesma do começo ao fim do filme, muitas das vezes piorada pelas cenas de ação, tive a impressão de estar vendo um filme de zumbis de tão mau gosto na maquiagem de Bond. Muito disso devemos ao diretor Marc Forster. Afinal, quem manda na parada?
4. Roteiro: Não OK.
Escritores foram três. Mas pareciam ser quinze e que cada um queria dar sua contribuição sem falar com o outro. Um apanhado de cenas de ação sem nexo. Eu não entendi bulhufas do filme. Quando achava que estava entendendo, via que não estava. Não posso dizer que a história é ruim simplesmente pela ausência dela. To até agora procurando a Quantum do Solace ou Santana do Walace, o que seja. Tá, o título é sobre o projeto de Greene (Mathieu Amalric) de "dominar o mundo" vendendo água da Bolívia (como assim, Jesus!?), mas não era pra ser sobre a vingança de Bond contra quem matou a Vesper, seu grande amor? Tudo bem de uma coisa andar em paralelo com a outra, mas o que uma coisa tinha a ver com a outra no fim das contas? E aquela história perdida de que alguém tentou matar a M.? Bahh.. desisto.
5. Bond Girl: é, tá, tá, OK.
Uma russa caribenha. Essa acho que é a melhor definição de Camile (Olga Kurylenko). É bem bonita a guria, mas nem rolou uns pegas com o Bond. Aliás o único pega que ele deu foi na espetacular, maravilhosa, estupenda Agente Fields (Gemma Arterton), e mesmo assim Bond teve a delicadeza de um Mecânico pra chamar Fields pra cama. Foi quase um "Vem aqui, porra!" com a mesma cara fechada com biquinho de sempre.
6. Conclusão: Não OK.
Tirando alguns efeitos especiais e de câmera interessantes, o filme foi algo de trágico. R$1,50 e estaria bem pago. Ontem era promoção no cinema e acabei pagando R$6,00. Dammit! Podia ter comprado um Donut.
Para assistir, Espere sair em DVD. Ou melhor. Espere virar título de catálogo e alugue em uma promoção de quarta-feira, pagando R$1,50.
1. Perseguição em carro, barco e avião: OK
Logo o início do filme Bond está em com seu Aston Martin em uma perseguição alucinante. Só ninguém sabe o porquê. Mesmo depois do fim do filme.
As outras duas também acontecem.
2. Marmeladas e quebras de leis da física: OK
Bom, nisso o filme é fiel. Aliás, só nisso. Requisito preenchidíssimo.
3. James Bond: Não OK.
Sério, cadê o James Bond? Alguém o viu no filme? James não é um cara charmoso, com "olhar 43"?
Daniel Craig nasceu pra James Bond assim como Dunga pra treinador. Uma bizarrice. Craig é monoexpressivo. Aquela cara fechada fazendo biquinho é a mesma do começo ao fim do filme, muitas das vezes piorada pelas cenas de ação, tive a impressão de estar vendo um filme de zumbis de tão mau gosto na maquiagem de Bond. Muito disso devemos ao diretor Marc Forster. Afinal, quem manda na parada?
4. Roteiro: Não OK.
Escritores foram três. Mas pareciam ser quinze e que cada um queria dar sua contribuição sem falar com o outro. Um apanhado de cenas de ação sem nexo. Eu não entendi bulhufas do filme. Quando achava que estava entendendo, via que não estava. Não posso dizer que a história é ruim simplesmente pela ausência dela. To até agora procurando a Quantum do Solace ou Santana do Walace, o que seja. Tá, o título é sobre o projeto de Greene (Mathieu Amalric) de "dominar o mundo" vendendo água da Bolívia (como assim, Jesus!?), mas não era pra ser sobre a vingança de Bond contra quem matou a Vesper, seu grande amor? Tudo bem de uma coisa andar em paralelo com a outra, mas o que uma coisa tinha a ver com a outra no fim das contas? E aquela história perdida de que alguém tentou matar a M.? Bahh.. desisto.
5. Bond Girl: é, tá, tá, OK.
Uma russa caribenha. Essa acho que é a melhor definição de Camile (Olga Kurylenko). É bem bonita a guria, mas nem rolou uns pegas com o Bond. Aliás o único pega que ele deu foi na espetacular, maravilhosa, estupenda Agente Fields (Gemma Arterton), e mesmo assim Bond teve a delicadeza de um Mecânico pra chamar Fields pra cama. Foi quase um "Vem aqui, porra!" com a mesma cara fechada com biquinho de sempre.
6. Conclusão: Não OK.
Tirando alguns efeitos especiais e de câmera interessantes, o filme foi algo de trágico. R$1,50 e estaria bem pago. Ontem era promoção no cinema e acabei pagando R$6,00. Dammit! Podia ter comprado um Donut.
Para assistir, Espere sair em DVD. Ou melhor. Espere virar título de catálogo e alugue em uma promoção de quarta-feira, pagando R$1,50.

É apenas um bom filme de ação. Senti muita falta da frase "Bond, James Bond" e de uma cena mais sensual com a Bond Girl.
ResponderExcluirNão sou um entusiasta da série 007, mas achei essa muito chinfrin. Não por culpa do diretor e nem dos ótimos atores, mas pelo roteiro. Os caras gastam milhões de dólares na produção e me vem com uma história babaca como essa de que um ditador boliviano vai pedir ajuda pra um terrorista econômico internacional... Clichê demais.
Ah, sério?
ResponderExcluirentão só vou ver qdo sair em dvd....
Bruno se eu te falar que nunca fui fã de 007 justamente pq achava (agora vc vai brigar comigo) o Pierce Brosnan um porta sem expressão? Prefiro o Daniel Craig, mas vc sabe, gosto é gosto rsrsrsrs, eu quero ver Madagascar 2 rsrsrsrsr
ResponderExcluirExcelente o post! Saí do cinema querendo entender algo que não existiu, a história... No fim das contas é só uma sequência interminável de cenas, poucas delas boas, e uma conclusão estilo "WTF?!?!?!?!".
ResponderExcluirE eu falei do Daniel Craig no twitter justamente por causa do seu post, fiquei com ele na cabeça ahauahauhauhauhau
ResponderExcluirTulio:
ResponderExcluirPois é, a parte que eu mais critiquei foi o roteiro. Um emaranhado de idéias que não se encaixam. Ficou um apanhado de cenas embaralhadas.
Denise:
Até em DVD eu pensaria banstante, viu.
Julis:
Ju, Cigano Igor faria melhor o papel.
Se for ver Madagascar 2, me chama!
Guilherme:
Grande Belotti! Você resumiu exatamente meu sentimento depois do filme. Me senti aliviado. Não foi só eu. hehe
Valeu, pessoas!
Algumas coisas como um "Bond tosco" e a ausência da célebre frase me parecem ser propositais. Nesta seqüência, o Bond ainda não virou Bond. Mostra justamente esta transformação do 007.
ResponderExcluirNão foi o que mais gostei, é verdade....
Saludos!
http://gambetas.blogspot.com
Eu gosto desse "novo" James, mas esse filme foi beeeem fraquinho... olha o James Bond nem comeu a Bond Girl principal!!!
ResponderExcluirBond não é mais aquele. Chamem o Tarcísio Meira Araponga para o papel e fujam para as colinas.
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