Há esperança

Outro dia escrevi por aqui sobre o atendimento nos hospitais que passei com a minha mãe, e disse que não tinha mais esperança de nada. Pois bem. Acontecem coisas pra dar um tapa na cara da gente, sempre.

Sexta-feira passada acordei 6h50 da manhã, sendo que eu saio de casa as 6h55 pra pegar o fretado, que passa as 7h05 há 1km da minha humilde moradia. me vesti com o que tinha pela frente, escovei os dentes enquanto calçava o tênis, e assim por diante, estava pronto para sair na hora correta. Mas quem disse que eu achava a chave da porta? Procuro, procuro, e nada. Quando estava quase desistindo, ela apareceu, sorrindo pra mim. Eram 7h03 já e com certeza eu perderia o ônibus se ele passasse no horário correto como sempre passa. Mesmo assim, decidi tentar a sorte e rezar por um atraso.

Parti correndo rua a cima. Pois é, minha rua é uma ladeira. E correndo desembestado, com um saco de pão de queijo na mão e uma mochila na outra, eis que para um ônibus, um coletivo, do meu lado.

- Não, não to correndo pra pegar esse ônibus não!
- Mas você não não é um que pega um fretado lá em cima todo dia?
- Sou sim!
- E você tá atrasado, né? Ele sempre passa quando eu to chegando lá.
- To, to atrasado!
- Então sobe aí que eu te levo!

O motorista do coletivo me reconheceu! E me ofereceu carona! Cara, achei isso demais! Não sabia como agradecer o tiozinho! Ele me deixou lá no ponto e logo em seguida o meu ônibus chegou.

Ainda há uma ponta de esperança. Uma ponta, por ainda existirem pessoas boas como esse motorista, que sem querer nada em troca, quebrou uma árvore pra mim numa sexta-feira que tinha tudo pra começar uma merda.

E é por essas e outras que eu não desisto.


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Corinthiano Apostólico Romano, trabalhador do petróleo brasileiro, empreendedor da Santa Querupita Clothing Co., fotógrafo, corredor, mountain biker, Lu Patinadora e apaixonado pela Ilanna.

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